O NRT UNISINOS promove a terceira edição do workshop A ORGANIZAÇÃO DO ARTIGO ACADÊMICO nos dias 23 e 30/05/2012 (quartas-feiras) das 14 às 17 h.
Trata-se
da organização do artigo acadêmico-científico, focando o contexto
situacional de sua publicação, sua organização estrutural e algumas
estratégias de organização discursiva e linguística. O objetivo é
proporcionar o conhecimento sobre características do gênero
artigo-científico, a fim de qualificar as produções de estudantes dos
Programas de Pós-Graduação da UNISINOS.
O evento é gratuito e será realizado na sala 3A111.
O NRT é responsável pela revisão de artigos acadêmicos veiculados nos periódicos publicados pelos Programas de Pós-Graduação da UNISINOS. É orientado pela profª. Drª. Maria Eduarda Giering.
terça-feira, 22 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Articuladores
Os articuladores podem ser de extrema importância
na manutenção da coesão textual. Esta se caracteriza pela ligação de partes do
texto que o definem como uma unidade de sentido; constitui-se das marcas que se
fazem na superfície do texto para que ele seja coeso, isto é, “amarrado”,
“ligado”, “bem urdido”.
Fique atento a estas observações:
1. Há diversos equívocos
no uso dos 'entretanto' e 'por outro lado', pois, muitas vezes, esses articuladores aparecem equivocadamente onde não há oposição
de ideias.
2. Atenção aos parágrafos! Em alguns
textos, o parágrafo inicia com um 'entretanto', mas não está junto à ideia à qual
ele se opõe; outras vezes, continua o pensamento, mas vai para nova linha.
Para consulta de articuladores que podem auxiliar e
até garantir a coesão textual, veja:
www.educacional.com.br/.../coesao%20e%20coerencia2552009145047.ppt
Fonte: Apontamentos de A a Z. NRT 2010.
Cátia de Azevedo Fronza (Coordenação); Juliana Alles de Camargo de Souza (Organização).
Abstract
O abstract
de um artigo científico deve obedecer às características de seu gênero: (i)
impessoalidade expressa com o uso da voz passiva (It is analysed the
participant’s narrative), em vez de primeira pessoa do singular ou do
plural (We analyse the participant’s narrative), conforme a cultura de
sua área de conhecimento; (ii) estruturação do texto em problema, objetivos,
justificativa, metodologia, resultados, contribuições; (iii) uso de conectores
cujas significações sejam adequadas a cada objetivo enunciativo; (iv) correspondência
do abstract com o resumo em português, obedecendo, obviamente, às diferenças
entre as línguas; (v) obediência às especificidades das normas da revista em
que é submetido (formatação, citações, número de palavras-chave entre outros
regramentos).
Fonte: Apontamentos de A a Z. NRT 2010.
Cátia de Azevedo Fronza (Coordenação); Juliana Alles de Camargo de Souza (Organização).
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Abreviaturas
Por se tratar de textos acadêmicos e científicos,
devem-se evitar abreviaturas na escrita de palavras, exceto se estas forem
comuns e necessárias dentro do quadro linguístico de uma dada área em especial,
e/ou previstas pela editoria da revista alvo.
Evite o uso de etc., mas, se necessário, siga
a norma de pontuação – sem vírgula antes e com ponto final depois. Recomenda-se
uso de “entre outros/as”, seguido de uma palavra que especifique seu sentido, como nos exemplos abaixo.
Ao invés de:
Isto se refere a livros, fascículos de coleção, revistas etc.
Use: Isto se
refere a livros, fascículos de coleção, entre outras publicações.
1. Forma de escrever abreviadamente
lei com artigo e parágrafo: art. 55, § 2º.
2.
Listinha de socorro:
·
Philosopher
Doctor - PhD.
·
Mestre - Me.
·
Mestra - Ma.
· SIGLAS - O autor deve indicar por extenso no 1.º uso
e colocar a sigla entre parênteses.
·
Universidades - não precisa usar a forma extensa.
·
Número - “perdeu” a bolinha - N. ou n.
·
Padre - P. ou Pe.
3.
Endereços com listas de abreviaturas:
Fonte: Apontamentos de A a Z. NRT 2010.
Cátia de Azevedo Fronza (Coordenação); Juliana Alles de Camargo de Souza (Organização).
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Algumas palavras antes dos Apontamentos
Tendo em vista que se objetiva guiar de forma bem geral, mas pontual e precisa, aqueles que escrevem e que revisam textos de gêneros Artigo Acadêmico-Científico e Resenha, publicados nas revistas científicas da UNISINOS ou em outros espaços acadêmicos, é possível afirmar que a tarefa se cumpre em sua primeira etapa com os textos anteriores deste blog.
A segunda etapa registra apontamentos, nome assim escolhido pelo NRT, reconhecido o caráter pragmático de que se revestem. Eles resultam de anotações, buscas e discussões, no grupo, sobre a melhor maneira de grafar, organizar e estruturar o texto em si. As consultas a obras basilares de Texto e Discurso, de Terminologia e Léxico, de Redação Científica, de Normas Técnicas, entre outros, não foi dispensada, bem como à própria Academia Brasileira de Letras. Dessa maneira, acredita-se que se está colaborando para delinear o perfil da escrita de textos para esta editoria e instituindo um caminho mais objetivo, capaz de valorizar ainda mais as nossas já conceituadas revistas no âmbito científico, nas diversas áreas de conhecimentos onde se inserem.
Muitos apontamentos, é importante ressaltar, derivaram de encontros com alunos e professores dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) da UNISINOS, nos não menos significativos Workshops organizados desde agosto de 2008.
É certo que escrever sobre as descobertas científicas dá rumo e brilho novos ao conhecimento, motivando quem investiga a se expor sem medo e com a maturidade que a tarefa requer. Guardar resultados e não discuti-los ou negar-se a submetê-los ao crivo de pares ou especialistas constitui uma perda de oportunidade de crescimento científico e de aperfeiçoamento da linguagem e expressão. Isso pode se transformar em um grave empecilho para o avanço crucial da ciência em favor das populações no infinito leque de conhecimentos que o cotidiano da existência humana oferece e que precisa estar em permanente (re)construção.
Uma observação relevante: nesta parte de revisão mais teórica, utiliza-se a linguagem impessoal. Isso se deve ao fato de que se está estudando e revisando alguns parâmetros da escrita dos gêneros publicados nas revistas da Editoria de Periódicos da UNISINOS. É preciso notar que a apresentação e os apontamentos adotam uma linguagem mais alocutiva, isto é, próxima dos leitores e leitoras, uma vez que se pretende auxiliá-los de perto na sua tarefa de escrita e revisão. É essencial lembrar que a linguagem assumida também faz parte do universo dos gêneros que emergem e circulam nas esferas de atuação das pessoas. Este "manual" é mais um destes.
E eis os apontamentos...
Fonte: Apontamentos de A a Z. NRT 2010.
Cátia de Azevedo Fronza (Coordenação); Juliana Alles de Camargo de Souza (Organização).
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A resenha
Em breves palavras, ainda, apontam-se algumas características e ações que podem auxiliar a elaboração de resenhas ou comentários, outro gênero textual que circula em diversas revistas da Editoria de Periódicos da UNISINOS.
Em primeiro lugar, a resenha se define como um texto que Oliveira (2005 in SOUZA, 2010, p. 15) denomina como recensão ou resumo crítico, posto que nele se verifica sempre um caráter avaliativo. Resenhar, nesse sentido, é uma ação que visa “relatar e avaliar as propriedades de um objeto ou de suas partes constitutivas e, dessa forma, orientar ou sugerir a leitura, neste caso, de um determinado livro” (SOUZA, 2010, p. 16).
Para que se elabore uma resenha de um livro, ou de um artigo, como é comum nas revistas da Editoria de Periódicos da UNISINOS, realizam-se as seguintes ações essenciais: (i) apresentar o livro; (ii) sumarizá-lo; (iii) destacar avaliativamente as partes do livro; e (iv) avaliá-lo conclusivamente. Na primeira ação, indicam-se o tópico do livro e aspectos gerais deste que possam situar o leitor para que opte (ou não) pela leitura do material resenhado. Na ação de sumariar, o contato com as linhas teóricas do texto em foco é oportunizado. No destaque de partes do livro de modo avaliativo, ratifica-se o caráter de julgamento e a argumentatividade da resenha.
Finalmente, a avaliação final e conclusiva contém a recomendação de leitura, que pode ser direta ou indireta. Igualmente, esta ação indica detalhamentos resultantes de uma leitura crítica do resenhista, auxiliares da escolha do leitor.
Referência
Referência
SOUZA, J. A. C. de. 2010. Nos passos da resenha. In: ALVES, I. M. da R.; GIERING, M. E.; MELO, V. H. D. de. (org) Leitura e produção de resenha acadêmica. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2010. p.15-27.
Fonte: Apontamentos de A a Z. NRT 2010.
Cátia de Azevedo Fronza (Coordenação); Juliana Alles de Camargo de Souza (Organização).
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A linguagem do artigo acadêmico-científico
A linguagem e expressão do texto acadêmico-científico deve considerar a situação comunicativa na qual nasce. Dessa forma, dado o universo discursivo da ciência em que os pares comunicam aquilo que descobrem nos seus percursos investigativos, outras anotações são relevantes.
Primeiro, a estrutura frasal do artigo científico requer simplicidade, objetividade e clareza. Tais qualidades são obtidas, se o produtor mantiver o paralelismo (expressão das ideias respeitando a identidade de formas gramaticais); se elaborar frases na ordem direta (primeiro o sujeito, depois o verbo e seus complementos); se souber sinalizar, com pontuação adequada, o seu texto; se evitar frases fragmentadas ou siamesas; se articular orações e parágrafos empregando conectores e palavras adequadas às ligações lógicas estruturadas; se utilizar tempos verbais adequados (por exemplo, o presente para generalizações, o pretérito para relatos e o futuro do pretérito para hipóteses), entre outras possibilidades linguístico-expressivas.
O paralelismo é a expressão de ideias similares de forma gramatical idêntica, em vista da necessidade de clareza do que se escreve. Assim, a enumeração de elementos, por exemplo, deve seguir a hierarquia e as funções sintáticas, sob pena de não haver clareza e precisão no que é dito. Um exemplo de paralelismo, no que concerne a formas gramaticais em itens é:
Garlipp (2008) argumenta que é por meio da preferência pela liquidez que o dinheiro desempenha seu crucial papel na construção teórica de Keynes. Esse papel deriva de sua função mais relevante – a de reserva de valor – e isso é o que permite integrar a teoria do valor à teoria monetária. Diante disso, podem-se tomar como as principais características distintivas de uma economia monetária e empresarial: (a) o objetivo dos agentes; (b) o caráter das decisões; (c) a suscetibilidade às flutuações; (d) a importância do tempo e da incerteza; e (e) as propriedades do dinheiro (ALVES; VERÍSSIMO, 2010, p. 16).
Observem-se os substantivos nos inícios de cada item da lista. Não há uso de verbos na listagem, uma vez que foi adotada a substantivação (caráter, suscetibilidade, importância, propriedades, palavras que estão em negrito para destaque). Mais um exemplo de paralelismo é o que se oportuniza pelo uso de recursos linguísticos como conjunções (e, nem, não apenas/mas também; tanto/quanto); expressões explicativas (ou melhor, por exemplo); repetições (seja/seja; ou/ou), entre outros.
Ressalvam-se as frases fragmentadas e siamesas, a partir dos seguintes exemplos com problemas. A frase fragmentada é a que apresenta separadamente o que deveria estar junto, como em: “A substância utilizada promoveu a proliferação dos micróbios. Encerrando um ciclo de desenvolvimento da planta”. A segunda parte, que indica uma circunstância, com um verbo no gerúndio (forma nominal que expressa um modo ou uma ação em curso), deveria estar ligada à primeira: “A substância utilizada promoveu a proliferação dos micróbios, encerrando um ciclo [...]”. A frase siamesa, ao contrário, apresenta juntos trechos que deveriam estar separados, como em: “O candidato estava feliz, havia passado” (LEDUR, 2009, p. 202). Para corrigir esta frase siamesa, assim se pode escrever, entre outras possibilidades: “O candidato estava feliz: havia passado”; “O candidato estava feliz, pois havia passado”; “O candidato estava feliz. Havia passado” (LEDUR, 2009, p. 202).
Outras sugestões como as que remetem à articulação, à conexão, à pontuação, entre outros detalhes que surgem no ato de comunicação escrito, são abordadas nas anotações ou apontamentos, que trazem links interessantes para consulta do leitor deste Manual.
É possível dizer, a partir disso, que escrever requer atenção, observação, conhecimento, exercício e hábito somados à leitura persistente e permanente.
Referências
LEDUR, P. F. Português Prático. Porto Alegre: Age Editora, 2009. 231 p.
Fonte: Apontamentos de A a Z. NRT 2010.
Cátia de Azevedo Fronza (Coordenação); Juliana Alles de Camargo de Souza (Organização).
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